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PÉ DE VENTO, MANUEL ANTÓNIO PINA, UM SONHO...

O nosso encontro já se tinha dado nos últimos anos do liceu. Por esse tempo, tratávamo-nos pelo nome próprio, com alguma alcunha ou diminutivo à mistura. E encontrávamo-nos algures na Carvalhosa, entre o Liceu D. Manuel II e o Café Diu, lugar de perorações associativas e de alegres competições de bilhar livre. A parceria teatral com o Manel virá a dar-se no TEP, em 1964/5, com a vinda de Carlos Avilez, convidado a encenar um espetáculo integrado nas Comemorações Nacionais do V Centenário do Nascimento de Gil Vicente. Ambos frequentávamos, como alunos diligentes, a Escola de Atores do TEP que aquele dirigia, dando formação aos jovens que queriam pôr à prova a sua “vocação” artística. Num desses exercícios de representação, calhou-nos ser os dois demónios da conhecida cena ‘Todo o Mundo e Ninguém’, do Auto da Lusitânia de Gil Vicente – ele, o Belzebu, e eu, o Dinato. Ficou-nos para toda a vida a jocosa lembrança da sua acentuada pronúncia beirã e dos ‘esses’ sibilinos, quando pedia ao Dinato para escrever “Que Ninguém bu(ss)ca con(s)ciência / E Todo o Mundo dinheiro”.

Creio que, depois dessa experiência de diabretes vicentinos, a vontade de subir ao palco esmoreceu. Ou, pelo menos dessa maneira, ficou por ali.

Eu, pelo meu lado, continuei pelo TEP, tendo-me descoberto como possível encenador quando me tornei assistente de Ernesto de Sousa, sobretudo em “O Gebo e a Sombra”, de Raul Brandão. Nesse mesmo ano de 1966, deixámo-nos de nos encontrar. Ele continuou as suas múltiplas atividades no Porto e eu parti para um longo exílio em Bruxelas, onde continuei a fazer teatro durante quase uma década. Com o meu regresso ao Porto, já depois do 25 de Abril, reencontrámo-nos. O Piolho era então o lugar de todos os encontros felizes, sob o signo de uma liberdade recém-conquistada, sendo ele agora ”o Pina” – o exemplar jornalista, o incansável interventor cívico, o intransigente defensor das causas justas. E o poeta que acabara de publicar um livro “estranho”, um objeto (ainda) não identificável, que se intitulava O País das pessoas de pernas para o ar.

Quando em 1977, num tempo de renovação profunda, começou a ganhar forma, entre mim e a Maria João Reynaud, a ideia de criar um novo grupo de teatro que respondesse às exigências de uma sociedade em mutação, foi nos mais novos que pensámos: eles eram a imaginação em estado puro e, por isso, os nossos espectadores privilegiados, sem prejuízo de todos os outros.

No teatro que projectávamos, queríamos que o texto tivesse um papel fulcral, de modo a romper com a tradição de um teatro infantilizado, pobre de ideias e de imaginação. Um teatro em que a palavra fosse a matriz da acção. E quisemos, desde a primeira hora, associar um escritor ao núcleo impulsionador do nosso projecto. E este só podia ser o Pina. O ambiente do pós 25 de Abril era propício a projectos que, contrariando a tendência de um teatro expressamente dirigido a um público infanto-juvenil, se arriscasse pelos caminhos da criação artística, cruzando as diversas linguagens da arte e envolvendo algum experimentalismo. O apoio dos amigos reencontrados (contra as tendências mais conservadoras que nos desencorajavam ou hostilizavam) foi fundamental para seguir em frente. E havia, como um sinal estrondoso de mudança, aquele livro – O país das pessoas de pernas para o ar – que abria horizontes novos à dramaturgia portuguesa. Um texto “revolucionário”, porque tornava a palavra o instrumento de uma imaginação prodigiosa, potenciando uma dramaticidade lúdica, e sem paralelo, na dinâmica do jogo cénico. A fronteira entre a escrita dramática e a escrita poética desvanecia-se, pelo desbordamento do sentido, pela incorporação da irreverência vicentina num discurso que oscilava entre o nonsense e a pura poesia.

Em 1996, na edição Pé de Vento-Memória dos Dezoito Anos, escrevia Manuel António Pina: «Eram tempos propícios aos sonhos, esses, e sonhava-se sem querer e sem dar por isso, quase como se respirava. Mas alguns sonhos expõem-se tão desmesuradamente diante de nós que é impossível continuar a fechar os olhos. O da Maria João e do João Luiz era uma companhia de teatro. É uma responsabilidade enorme saber de um sonho alheio e encontrar-se subitamente dentro dele, e é preciso ser temerário para não pensar então: E se não sou capaz?».

Mas fomos capazes de concretizar o sonho. E em Julho de 1978 estreámos, na Cooperativa Árvore, “Ventolão, o maior intelectual do mundo”, o primeiro texto da Trilogia do Ventolão, que inclui “Trabalhadas e Trapalhadas” e “Homenagem aos Pés”. Muitos outros textos e espetáculos se lhes seguiram – “O Homem do Saco”; “A Arca do Não É”; “O Dia das Mentiras”… Alguns deles deram origem a uma série da RTP, tendo sido editados em 1987, com o título O Inventão. Segundo Álvaro Magalhães, constituem «um cânone de rigor e invenção verbal, e talvez o melhor livro de sempre dessa literatura dita infantil».

Ao longo dos 34 anos de existência do Pé de Vento, em que as incertezas foram sendo ultrapassadas pela perseverança de quem fez do teatro uma segunda vida, muitas e divertidas foram as peripécias que envolveram a escrita dos textos pelo Pina, muitas vezes em simultâneo com a montagem dos espectáculos. A ideia, nascida de uma conversa noturna na Diane, no Orfeuzinho, no Convívio, ou na Qashqai, iria ganhar forma na madrugada, até à versão final, dactilografada, que era a marca diferencial dos nossos espectáculos. Mas, como escreve Pina, «Quando a companhia “precisou” de sequências “cantabiles”, escrevi-as; quando, aqui e ali, pareceu conveniente ao espetáculo alterar, reduzir, acrescentar, procurei alterar, reduzir, acrescentar… as regras que me foram impostas para escrever (...) tornaram o meu trabalho mais complexo, mais frágil e mais divertido. Que as necessidades do “Pé de Vento” não tenham aguçado por aí além o meu engenho, é só culpa do meu engenho".

Sim, a Companhia de Teatro Pé de Vento foi, e continua a ser, uma invenção singular, em que os espetáculos são edificados em estreita ligação com os autores, em que a escrita literária emparceira com a escrita cénica, em que à invenção verbal corresponde o aprofundamento do trabalho cénico da linguagem, em que a função comunicativa da palavra permanece realmente viva. Mas esta prática teatral também teve os seus detratores. Desde aqueles que nos consideraram os teimosos fazedores "de espectáculos intelectuais para crianças”, até à Administração Central. Na introdução à edição de A Guerra do Tabuleiro de Xadrez (1986), MAP escreveu: «O personagem que faz, aqui, o papel de Autor entrou em cena quando, há uns tempos atrás, João Luiz imaginou um espetáculo a preto e branco e me pediu que imaginasse eu um texto idem. (…) Autores, que é como quem diz Atores, todos fomos, desde eu próprio até aos famosos “Serviços” do Ministério da Cultura e aos seus não menos famosos critérios de distribuição de subsídios ao teatro para a infância, cujo papel de vilão nunca será suficientemente enaltecido: este texto deve-lhes muito, aos “Serviços” e aos critérios, bem como os arriscados prodígios de imaginação que se verão…Chegaram os chamados “Serviços” a propor candidamente ao Pé de Vento com o subsídio na mão (na mão dos “Serviços”), autores de outras proveniências…».

Como não pensávamos mudar a “proveniência” do autor, os “serviços” cortaram o apoio ao Pé de Vento entre 1989 e 1993. Este interregno serviu para maturarmos o trabalho já realizado. E, quando retomámos a atividade regular, em 1994, o Pina aceitou com entusiamo uma nova proposta de escrita teatral. Foi a vez do Díptico Dramático em Torno do Mar, constituído por Os Piratas, uma adaptação da novela que publicara com o mesmo nome; e por O Adamastor, uma das melhores peças de teatro dos últimos 20 anos. Seguiram-se, entre outras peças, A noite. Até que, para assinalar os 30 anos da nossa parceria, em 2008, um nova fase surgiu – a de um teatro centrado na figura do narrador – com a História do Sábio fechado na sua Biblioteca.

E foi assim que, quando em 2011 chegou o Prémio Camões, todos nós, no Pé de Vento, ficamos felizes por ver o Manuel António Pina galardoado com um prémio de tão elevado prestígio. E, além de orgulhosos, cúmplices, quando o ouvimos dizer, na sessão em sua homenagem na Feira do Livro, que se algum dia tinha escrito teatro era porque «o João Luiz lho tinha pedido», com tal insistência que se tinha sentido «obrigado» a fazê-lo. Assim me retribuía, com a sua natural gentileza, o papel do autoritário Belzebu que ele tinha desempenhado quatro décadas antes…

Se Manuel António Pina não tivesse escrito todos os excepcionais textos que afortunadamente pudemos levar à cena no Teatro Pé de Vento, a dramaturgia portuguesa seria hoje muito mais pobre. Ainda bem que os escreveu – mais por ela do que por nós.
 

João Luiz, diretor e encenador do Teatro Pé de Vento
 

Artigo publicado no suplemento "ípsilon", do jornal "Público", a 16 de novembro 2012, integrando o destaque alusivo a Manuel António Pina, a propósito do seu aniversário (18 de novembro).

 

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FALECEU O SÓCIO FUNDADOR DO PÉ DE VENTO, MANUEL ANTÓNIO PINA

É com o nosso mais profundo pesar que comunicamos a todos os atuais e antigos colaboradores e também ao público em geral que o Sócio Fundador e Presidente da Mesa da Assembleia Geral de Pé de Vento, CRL, o dramaturgo e poeta Manuel António Pina, nos deixou.
 
Foram 34 anos geradores de uma nova e renovada dramaturgia que deram origem a uma estética teatral singular, construídas em parceria e cumplicidade artística, que começaram como ele próprio disse um dia:
 
No mistério da memória confundem-se sonho e realidade, vivido e invivido. O que lembramos (e o que esquecemos, pois o esquecimento é um particular e perplexo modo de memória) constitui uma “realidade” segunda, e uma “vida” segunda, feitas e desfeitas de uma matéria interior e absoluta que o desejo facilmente molda.
Vou (lembro-me que vou) ao volante de uma velha Diane branca. Sei que sou eu porque me lembro de um dia ter tido, ou de alguém, em mim, um dia ter tido, essa Diane… A meu lado vão a Maria João e João Luiz. Falamos os três de sonhos e de coisas reais… Acho que a Maria João e o João Luiz têm um sonho e que me falam dele (eram tempos propícios aos sonhos, esses, e sonhava-se sem querer e sem dar por isso, quase como se respirava).
Eu tive sempre uma estranha relutância em passar a porta dos sonhos dos outros.
… Mas alguns sonhos expõem-se, tão desmesuradamente diante de nós que é impossível continuar a fechar os olhos. O da Maria João e do João Luiz era uma companhia de teatro. Tinha nascido em algum lugar inacessível dos seus corações e dos seus motivos mais profundos, tinha sombriamente avultado e ganhado forma, natural e jurídica, e expunha-se agora à minha curiosidade e ao meu medo como um ser frágil e fecundo desejoso de viver. Como poderia eu enfrentar esse desejo?
Não sei se alguma vez alguém, de chofre, vos disse: “Tenho um sonho!”. E, depois, vos empurrou para dentro dele. É uma responsabilidade enorme saber de um sonho alheio e encontrar-se subitamente dentro dele, e é preciso ser temerário para não pensar então: “E se não sou capaz?”.
Por isso, a minha primeira ideia foi evadir-me. A Maria João e o João Luiz que fossem, pensei eu (ou penso que pensei), sonhar para outro lado.
… A mim já me bastavam os meus sonhos… Mas, sem me aperceber, eu tinha sido feito prisioneiro do sonho de ambos.
A velha Diane está agora parada em qualquer sítio da berma da estrada, e continuamos os três, a Maria João, o João Luiz e eu, a falar interminavelmente. Inventamos palavras. Enquanto o sonho, algures, latejante, aguarda, nós desajeitadamente celebramos sobre a sua cabeça o mistério das palavras, procurando as que serão capazes de o acordar e de o revelar. Porque os sonhos, como os seres todos, têm um Nome, um Nome único e irrepetível. E é preciso descobrir e enunciar esse Nome para que eles rompam a obscura e indiferente fronteira da inexistência.
… Muitas dessas palavras tornaram-se memória e esqueceram-nos (no sentido transitivo e no sentido intransitivo). Talvez eu próprio, a Maria João e o João Luiz sejamos, quem sabe?, também apenas memória. (in “Memória dos Dezoito Anos” do Pé de Vento)

Porto, 19 de outubro de 2012 

 

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BALANÇO DA TEMPORADA 2011-2012

Duas estreias absolutas, uma co-produção, uma nova versão e uma reposição

A diversidade marcou a programação do Pé de Vento na temporada que agora termina. Diversidade nas temáticas e nos autores levados à cena: Gil Vicente, o pai do teatro português, João Miranda, um autor angolano, Manuel António Pina e Álvaro Magalhães, dois escritores que já fazem parte da história desta companhia de teatro.

Quer isto dizer que, na temporada 2011-2012, o Pé de Vento levou à cena duas estreias absolutas – Ensalada Vicentina, de Gil Vicente, e Pethelo-a-Kuma, o menino inteligente, de João Miranda, esta última em co-produção com a Jangada Teatro; uma nova versão da História do Sábio fechado na sua Biblioteca, de Manuel António Pina; a reposição de O Senhor do Seu Nariz, de Álvaro Magalhães; e os habituais Encontros de Bastidores. Em paralelo, o Teatro da Vilarinha, onde a companhia está radicada desde 1996, apresentou, no âmbito do seu programa de acolhimento, um concerto de música contemporânea, uma noite de fado e uma peça de teatro.

Inevitavelmente, a actual conjuntura económico-financeira fez-se sentir num decréscimo de públicos. Ainda assim, cerca de seis mil pessoas assistiram aos espectáculos do Pé de Vento e visitaram o Teatro da Vilarinha, cuja sala de espectáculos, refira-se, tem uma lotação de 106 lugares.


Espectáculos levados à cena

João Luiz, director do Pé de Vento, encenou todos os espectáculos desta temporada, que começou com Ensalada Vicentina, uma incursão no universo dramático e poético de Gil Vicente, para maiores de 12 anos. Com interpretação de Patrícia Queirós e de Rui Spranger, estreou em Outubro, no Teatro da Vilarinha, e, em Março, viajou até Lordelo, para duas representações na Fundação A LORD.

Em Dezembro, o Pé de Vento repôs, no Teatro da Vlarinha, O Senhor do Seu Nariz, uma história de Álvaro Magalhães, para maiores de 4 anos, interpretada por Patrícia Queirós, na personagem de contadora/narradora. Trata-se de um espectáculo de repertório, que estreou em Março de 2011.

A segunda estreia absoluta da temporada correspondeu à primeira co-produção com a Jangada Teatro, de Lousada, que desafiou o Pé de Vento a levar à cena um autor oriundo de um país africano de língua oficial portuguesa. A escolha recaiu sobre Pethelo-a-Kuma, o menino inteligente, de João Miranda, uma história sem tempo e sem espaço, que dá a conhecer aspectos da tradição cultural angolana, interpretada por Bruno Martins, Patrícia Ferreira, Sophia Cunha e Vítor Fernandes. O espectáculo, para maiores de 12 anos, estreou em Fevereiro, no Teatro da Vilarinha. Em Abril, esteve em cena no Auditório Municipal de Lousada.

A nova versão da História do Sábio fechado na sua Biblioteca foi apresentada em Abril e Maio, no Teatro da Vilarinha. Desta vez, Rui Spranger aparece sozinho em palco, no papel de sábio/contador de uma história de Manuel António Pina, para maiores de 6 anos, que estreou em 2008, aquando do 30ª aniversário da companhia de teatro Pé de Vento.

Antes, em Março, os Encontros de Bastidores foram excepcionalmente concorridos. A iniciativa é dirigida a jovens estudantes, que, em pequenos grupos, percorrem o outro lado do teatro, o que não se vê no palco mas está sempre presente. Conduzidos por um actor, a visita dá a conhecer camarins, oficina de construção de cenários, atelier de confecção de figurinos, cabina de luz e de som, sala de ensaios e de leitura, serviços administrativos e por fim o palco e o sub-palco, sem esquecer os bastidores. Ao longo de duas horas, contactam também com adereços, peças de cenários e figurinos, num encontro com actores, técnicos e demais elementos da companhia, junto dos quais podem esclarecer interrogações. Esta iniciativa visa o desenvolvimento de novos públicos com uma outra compreensão do espectáculo de teatro, tanto mais que sem esse lado não visível, o do palco não seria possível.



Acolhimento no Teatro da Vilarinha

O Concerto da Oficina Musical, em colaboração com o Atelier de Composição, abriu, em Setembro, o programa de acolhimento do Teatro da Vilarinha, com um concerto monográfico do compositor Virgílio Melo, de entrada livre.

Também de entrada livre, Fado em Noite à Portuguesa, no último sábado de Abril, sobrelotou o Teatro da Vilarinha. O espectáculo encerrou o programa de Aldoar em Homenagem ao Fado, uma iniciativa da Junta de Freguesia de Aldoar iniciada em Fevereiro.

No final de Maio, AstroFingido apresentou Um Dia com Ela, uma tragicomédia visual encenada por John Mowat e interpretada por Ângela Marques.


Há 34 anos a fazer Teatro

Criada em 1978, a companhia de teatro Pé de Vento completa este ano o 34º aniversário. Pensado para privilegiar o público infanto-juvenil, o projecto pautou-se, desde o início, pela fixação de critérios estéticos bem definidos e por uma constante exigência de rigor e profissionalismo. A identidade artística da companhia resulta de opções claras, decorrentes de uma concepção de teatro onde o texto tem um papel fulcral. A valorização da palavra no espectáculo teatral tem determinado uma escolha criteriosa dos textos com vista ao aprofundamento do trabalho cénico da linguagem.

Depois de ter estado sedeado em vários espaços da cidade do Porto, em 1995, o Pé de Vento celebrou um protocolo de cedência de instalações com a Junta de Freguesia de Aldoar, que lhe permitiu abrir ao público, em 1996, o Teatro da Vilarinha.


 

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Artigo publicado na revista Pública,  22 Maio 2011

 

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Pé de Vento conquistou sete mil espectadores em 2010


99 representações e 13 encontros de bastidores

Em 2010, o Pé de Vento registou uma subida de público: 7.169 espectadores de 99 representações (de cinco espectáculos) e participantes de 13 sessões de Encontros de Bastidores, eventos estes realizados no Teatro da Vilarinha. Fora de portas, a companhia levou à cena oito representações de três espectáculos, no âmbito do seu programa de itinerância.

A diversidade dos espectáculos apresentados foi certamente um dos factores que contribuiu para a conquista de público, num ano com duas estreias absolutas: O Rapaz do Espelho, com texto de Álvaro Magalhães, em Março, e Vem aí a República, uma montagem de textos de vários autores, em Outubro, com que o Pé de Vento se associou ao Centenário da Implantação da República. Em Maio, O Papalagui, discursos de Tuiavii, Chefe de Tribo de Tuiavéa nos mares do Sul, subiu ao palco 14 anos depois da estreia. Em Dezembro, surgiu uma nova versão de O Rapaz do Espelho.

Do seu repertório, o Pé de Vento levou História do Sábio fechado na sua Biblioteca, texto de Manuel António Pina, ao Teatro Municipal da Guarda, ao Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, e ao Festival Teatro Construção, em Joane, Famalicão. O recital de poesia Palavras para que vos quero foi à Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, e Ratos e Borboletas na Barriga, texto de Paulinho Oliveira, viajou até Viana do Castelo, para participar no Festival Festeixo.

À excepção de Ratos e Borboletas na Barriga, encenado por Rui Spranger, todos os outros espectáculos têm encenação de João Luiz, director do Pé de Vento, para quem 2010 foi mais um ano no qual Pé de Vento conseguiu responder às diversas solicitações das correntes de público próprias, e onde os espectáculos que permanecem em repertório justificaram não só a sua disponibilidade para a itinerância como a sua reposição em cena para uma série mais alargada de representações. Por outro lado, o Teatro da Vilarinha confirmou-se como uma das salas de espectáculos da cidade que continua a alargar a sua zona geográfica de influência para além da Grande Zona Metropolitana do Porto.

 

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