O Lugar Desconhecido,
o segundo espectáculo do Díptico em torno de A Mata dos Medos de Álvaro Magalhães, vai estar em palco já a partir do próximo dia 13.

Domingos dias – 13 – 20 – 27 – pelas 16 horas
ainda – Sábado dia 19 – pelas 16 horas 

M/ 4 anos
Informações e Reservas – 932 127 536
Email –
geral@pedevento.pt 
Entradas – Adulto 4 € / criança 2 €

Sala do Orfeão de Matosinhos – Rua Brito Capelo – 234 – Matosinhos 
(Metro – linha azul / Brito Capelo)

A Mata dos Medos de Álvaro Magalhães – Com esta colectânea de contos, Álvaro Magalhães inscreve-se numa longa tradição literária que dá voz e protagonismo aos animais.

Como diz o autor – O Amor, seja lá isso o que for, chegou em força à Mata dos Medos. O Ouriço foi o primeiro a ser apanhado (sim, o Amor  «é uma coisa que se apanha») e encontrou a Ouriça da sua vida. Uma alegria. E uma aflição também. Afinal, o que é o Amor? O Rato Apaixonado, que anda a ver se apanha a Lua a pedido da namorada (e acreditem que vai conseguir), diz que o Amor é o Lugar Desconhecido, onde tudo pode acontecer. E, de um modo ou de outro, todos acabam por lá chegar (por fim, até o Chapim). E «se chegaste ao Lugar Desconhecido / Seja lá ele onde for, / estás perdido e não estás perdido. / Encontrou-te o Amor!»

Um mar de paixões, suas euforias e complicações…E nada voltará a ser o que era.

José Caldas, no seu texto publicado “À Guisa de Crítica”, diz-nos o seguinte: Que lugar desconhecido vamos conhecer ou desconhecer? Para quem já o conheceu irá tocar por dentro, bem lá no fundo do desconhecimento. Para quem não se arriscou a conhecer terá a nostalgia do inconhecido, do ignoto do a conhecer.

Num espaço realistamente abstracto penetramos com a ajuda da encantadora narradora o encantamento do abismo deste território do amor. Narradora que nos surpreende com o que narra e com as inesperadas nuances da sua narração. Que vão do humor, ao amor, da sensação ao non-sense e com os registos insuspeitados da viva voz. (…)

Enamoramento requintado entre sons, imagens e corpo. Porque sei que este lugar desconhecido é também o lugar do corpo e da sua sedução.

A finalizar: a dificultosa e corajosa simplicidade da encenação atribui ao texto o lugar de honra, que a narradora nos oferece – sem rede – neste milagre que é o teatro, isto é, um lugar que regala o desconhecido ao seu público amigo com muito afecto.


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Com a dramaturgia e encenação de João Luiz, interpretação de Joana Teixeira e figurino de Susanne Rösler, o espectáculo conta com o ambiente sonoro de Tilike Coelho e o design gráfico de Pedro Pires. O espaço cénico resulta do trabalho de Rui Azevedo e ainda de Susanne Rösler e João Luiz. A iluminação é de Rui Azevedo, com a divulgação da web designer Joana Gonçalves.

 

 

Havia uma flor!

Nem eu sabia

onde é que a flor havia

mas tanto fazia.

Nem a flor sabia

que existia.

Em qualquer sítio, sem saber, floria…

Manuel António Pina